MOISÉS SOARES ALVES, paulista, casado, tem 3 filhos, veio ao Rio Grande do Sul para trabalhar há 18 anos, se apaixonou pelo Estado e também pelo São José. É o atual Diretor do Departamento de Veteranos do clube, consiserado o mais antigo do país, por nunca ter parado com suas atividades. Nos fala um pouco de sua vida, de sua paixão pelo futebol e sobre o departamento de Veteranos do Zequinha. Acompanhe...

Moisés, em frente ao vestiário do Departamento


Site: Quando começou sua paixão pelo futebol? Foi jogador profissional? Nos conte um pouco sobre este esporte.

Moisés: Bem, minha história começou há muito tempo ainda em São Paulo, capital. Eu estou aqui em Porto Alegre há 18 anos depois que o futebol me largou, na realidade foi uma carreira curta por causa de uma lesão grave, aí eu ingressei na Petrobrás, na área petroquímica, então fui transferido para cá e já estou há 18 anos. Mas a minha paixão sempre foi futebol e isso começou muito cedo, com 12 anos eu já estava tentando fazer os meus testes, onde o 1º clube que tentei fazer um teste foi no Juventus, depois fui fazer um teste no Palmeiras e por último fui fazer um teste no Corinthians, já no juvenil do Corinthians e ali passei e comecei uma história no Corinthians onde fiquei seis anos, de 1969 a 1974. Aí passei das categorias de base para o profissional, onde fiquei um ano. Convivi com grandes jogadores, como Rivelino, com Zé Maria, com Vaguinho, Mirandinha, toda essa turma da época. Jogava na posição de Lateral Direito. Não consegui nenhum título, só como amador, nas categorias de base onde fomos campeões paulistas em 73, com o Júnior do Corinthians, num jogo contra o São Paulo, no Morumbi. Depois no time de cima eu fui muito infeliz, porque com um ano no time, já integrado ao time profissional, em um jogo dos aspirantes contra o Palmeiras, eu sofri uma lesão muito grave, muito séria no joelho esquerdo. Como na época a medicina esportiva não era como hoje, essa lesão me impediu durante um ano de jogar. Eu fiquei parado, sofri duas cirurgias no joelho para corrigir a lesão, um rompimento dos ligamentos, dos meniscos, perdi todos eles. Então fui um ano parado, com gesso, muito difícil mesmo. E na realidade depois, eu não voltei o mesmo, pois a lesão foi uma dificuldade muito grande e também fiquei perdido. Voltei depois de um ano num time grande, sem nome e aí eu comecei a rodar. Tive no Juventus, onde inclusive eu conheci o Sedenir, nós jogamos juntos lá. Depois eu passei pelo Paulista de Jundiaí, na Ponte Preta e o último clube que eu tentei jogar foi no Paraná, que na época era o Pinheiros, onde fiquei cinco ou seis meses. Aí vi que não tinha mais jeito, a lesão me impedia de treinar, de manter uma seqüência normal de treinamentos, inchava muito meu joelho. Então achei que era a hora de parar, não insisti mais e resolvi tocar a vida de outra forma. Graças a Deus, por orientação familiar eu nunca deixei de estudar, terminei o 2º grau, aí fiz Química e fiz o ingresso, por um concurso na área petroquímica e estou até hoje. Mas nunca me desliguei do futebol.

 

Site: Como sua posição era lateral direito, você teve algum gol ou momento mais marcante que gostaria de destacar?

Moisés: Eu tenho dois jogos que me marcaram bastante nesta trajetória, na verdade são três, que eu não esqueci mais. O primeiro jogo como titular, nos aspirantes, do Juniores do Corinthians, num jogo contra o Santos, lá na Vila Belmiro, e aquele famoso jogador do Corinthians, o Luizinho, Pequeno Polegar, que tem história no futebol, ele era meu treinador e naquela tarde, ainda nos vestiários ele me disse: “Hoje você é titular, você sai jogando”. E ali começava minha trajetória como titular. E aquele jogo nós empatamos em 1x1 com o Santos, do Cláudio Adão, do Pita, de grandes jogadores. Então, aquilo me marcou, eu era muito jovem, tinha 18 ou 19 anos e me marcou bastante. Uma outra vez foi quando eu joguei com o Morumbi lotado, onde fizemos uma preliminar de Santos e Corinthians, eu tenho até uma foto deste jogo, e nesse jogo eu fiz um gol. Era difícil, porque naquela época, o lateral direito não tinha a liberdade de avançar e atacar como é hoje. Hoje os laterais são quase que ponteiros e naquela época os laterais eram muito presos, tinham mais a função defensiva. E aqui no São José também, fiz um gol de falta uma vez, embora aqui eu não jogue de lateral, eu jogo no meio de campo. Então, esse foi o primeiro gol que eu fiz, de falta e que me marcou bastante.

 

Moisés, no vestiário do Departamento

Site: Qual a sua história com o São José?  

Moisés: Essa foi uma história gozada, pois quando eu vim para o Sul fui morar na Bela Vista. A empresa me trouxe para cá transferido, onde morei durante dois anos ali e obviamente, como gosto de futebol e também já sabia que existia o São José, como existia o Grêmio e o Internacional, comecei a vir ao Passo d’Areia para assistir aos jogos do São José. Vinha simplesmente para assistir aos jogos do profissional que, naquela época o São José estava na Série B e eu vinha a todos os jogos e comecei a gostar. Um dia jogando pelos Veteranos da Petrobrás, que nós tínhamos um time lá, e no aniversário do nosso clube, convidamos os Veteranos do São José para fazer a festa lá com a gente e foi um jogo muito bom. Aí eu joguei muito bem naquele dia, o pessoal daquela época dos Veteranos daqui me pediu se eu não queria vir jogar aqui. Isso foi mais ou menos em 1997. Então vim correndo, abandonei meus colegas de futebol lá da Petrobrás e vim para cá e aí estou até hoje. Adoro o São José.

 

Site: Você se adaptou bem quando veio de São Paulo para o Sul?

Moisés: Amor à primeira vista, eu não conhecia o Sul e quando a empresa me fez a proposta para vir para cá eu aceitei de pronto. Eu me lembro naquela oportunidade que me pai até se preocupou: como eu iria aceitar essa transferência, trabalhar neste projeto do pólo petroquímico, se eu não conhecia nada aqui. Mas mesmo assim , eu acreditei, vim para cá e adorei. Já tive oportunidade de trabalhar em outros lugares, já fiquei três anos e meio na Bahia, mas enquanto não consegui voltar para o Sul eu não sosseguei. Adoro o Sul, pretendo ficar por aqui.

 

Site: E o churrasco e o chimarrão?

Ah, esses são inseparáveis.

 

Site: Qual sua trajetória no futebol até chegar a ser o diretor do depto de veteranos do clube?  

Moisés: Foi participando dos jogos com o pessoal, fiquei um mês jogando, pois eles sempre tiveram essa conduta, de avaliar a pessoa nova que chega durante um mês, e aí, depois de um mês, disseram que gostaram de mim e me perguntaram se eu havia gostado do clube e do departamento e se eu queria ficar aqui. E eu disse que sim, aí me associei ao clube, fiz toda a documentação para ser sócio do clube e dos veteranos e isso perdura até hoje, como sócio e hoje também agora como conselheiro. E para chegar a ser o diretor do departamento foi há dois anos atrás que o pessoal me indicou para participar da diretoria. Me perguntaram se eu queria ser o responsável pelo departamento de Veteranos e eu prontamente aceitei o desafio e começamos a fazer este trabalho legal, gostoso no departamento. Eu tenho uma alegria, uma paixão muito grande pelo departamento e isso me motivou bastante e estou bastante feliz.

 

Site: Qual o momento mais marcante como diretor do departamento?

Moisés: Muitas coisas nós implantamos, é claro que cada direção tem uma forma de trabalhar. A gente procurou modernizar um pouquinho mais o departamento, fazer todos participarem. A minha primeira mensagem para eles, foi de “Eu sou o diretor, mas nós todos somos um grupo. Juntos é que vamos levar este departamento.”. Está terminando agora nossa gestão, mas foram dois anos assim felizes com a participação dos jogadores. Alguns sentem, porque eu não vou continuar mais, acho que já dei minha participação, não quero mais continuar, mas já sinto uma preocupação muito grande das pessoas, dos colegas porque eles sentem que eu não quero mais ficar. Então, eles estão preocupados, muitos têm insistido, já fizeram até uma reunião entre eles para que eu continue. Então, ao longo desses dois anos, foram muito bons, fizemos algumas viagens, uma que nos marcou muito foi à viagem que fizemos a São José do Norte, numa comemoração do aniversário do Máster Clube de lá. Foi uma festa linda, quase seis mil pessoas no estádio. Então isso nos marcou bastante. A vinda do Internacional aqui no nosso aniversário, também foi muito bonita, com os grandes ex-jogadores que vieram aqui. A colaboração de todos que também conta muito. Hoje nós temos o Jamir, que adora estar com a gente, ele que poderia estar jogando no profissional ainda, porque é jovem, está com 33 anos, mas ele disse que queria ficar jogando com a gente. Então isso é muito bom.

 

Site: Qual a avaliação que você faz deste período no comando do departamento de futebol? Conseguiu atingir os objetivos que pretendia?

Moisés: Consegui. Isso é uma das coisas que sempre digo para as pessoas: vou deixar o departamento muito feliz, muito contente porque nós conseguimos fazer com que todo o grupo de Veteranos entendesse qual era nossa intenção, qual era nosso objetivo. Eu saio assim feliz, com o departamento e com o clube, porque nós conseguimos fazer uma mudança radical, assim materialmente falando, como a compra e aquisição de uniformes com a parceria de pessoas que nos ajudaram e que contribuíram. Nós conseguimos organizar muito o departamento.

Churrasqueira do Departamento

Site: Como é a estrutura do departamento? Vocês têm um local, uma sala, local de treinamento?

Moisés: O nosso departamento tem uma história profunda no Rio Grande do Sul e acho que até fora porque é um dos mais antigos em atividade. Vai fazer 58 anos de atividades e nunca parou. Então, existe ali o nosso canto, o nosso vestiário, onde a gente se encontra um lugar onde tem tudo, tem churrasqueira, tem uma salinha que é um “mini-escritório”, tem os armários dos atletas. Então, a gente às vezes faz nossas reuniões, faz um churrasquinho. É muito bom. Tem toda uma estrutura ali dentro. Ele é tão organizado que teve um jogo do Grêmio profissional contra o São José que eles preferiram utilizar o nosso vestiário do que o vestiário que é destinado aos profissionais visitantes. Do lado de fora, na parte do campo, no banco de reservas, nós colocamos um toldo que diz ali “Veteranos” e a data de fundação.

 

Site: Quantos integrantes têm atualmente o departamento?

Moisés: Nós temos duas categorias onde temos 22 ou 23 atletas na categoria 35-40 anos e acho que mais uns 25 atletas na categoria 50 anos que está disputando agora o campeonato Gaúcho de Máster. Então dá para dizer que temos uns 45 integrantes do departamento como um todo.

 

 

Equipe Máster de Veteranos

Site: Como se faz para participar do departamento? Tem que ser sócio do clube?

Moisés: Primeiro, quando alguém é apresentado ao departamento ou quando a gente busca reposições, essa pessoa fica ali com a gente um mês, ficamos observando a conduta da pessoa, isso é muito importante, é uma história do departamento, o lado pessoal, o lado conduta da pessoa. Não basta só ser um atleta bom de bola, isso não nos interessa, tem que ter responsabilidade e comprometimento com o departamento e com o clube em si, porque nós estamos envergando a camisa de um clube tradicional. Então, a pessoa fica um mês jogando e se a gente percebe que a pessoa serve como homem, como pessoa, então é necessário, primeiro, ser sócio do clube, essa é uma regra, e depois ao departamento, onde nós temos um fichário, com os dados e mantemos hoje uma mensalidade para o departamento de R$ 15,00, para as despesas extras, como lavagem de uniforme, compra de material como bolas. Não temos patrocínio, é tudo por nossa conta, nós nos ajudamos. Quando recebemos nossos adversários de fora, de outra cidade, a gente oferece almoço para eles, então tem toda essa despesa que é paga com o caixa que nós mantemos. Nós temos um caixa, onde é feito uma leitura mensal de todas nossas despesas e é fixado no nosso quadro, para que todos possam ver o que entrou e o que saiu de despesa.

 

Troféus do Departamento de Veteranos

Site: Então vocês têm uma diretoria do departamento? Como ela é escolhida?

Moisés: Sim, nós temos uma diretoria. No caso, o presidente do clube indica o diretor do departamento e então esse tem a incumbência de escolher as pessoas para ajudá-lo dentro daquele grupo que ele conhece. Então eu selecionei cinco pessoas para me ajudarem, que no caso são os Adjuntos: o Daniel, o Marcelo, o Jair, o Jivago e a Salete, que é a pessoa que faz toda nossa contabilidade, todo nosso caixa.

 

Site: E na equipe, quando jogam, vocês têm técnico, massagista, essa estrutura que um time precisa?

Moisés: Sim, temos o Leco, é o nosso treinador há muito tempo. Quando chegamos ao departamento fizemos uma parceira com o Jorge que é o massagista, ele tem curso de massagem. Então, todos os domingos, o Jorge é a pessoa que se preocupa com a maleta de massagem, com a água, com os medicamentos.

 

Site: Vocês treinam ou jogam quantas vezes por mês ou por semana? Como é a rotina?

Moisés: Historicamente, os veteranos jogam todos os domingos pela parte da manhã. Faz parte do estatuto do clube que aos domingos pela manhã o campo fica à disposição dos veteranos. Obviamente existem algumas impossibilidades, como quando o profissional joga de manhã, quando chove para não danificar o gramado. Então, nossa rotina é essa, todos os domingos de manhã a gente joga aqui no Passo d’ Areia ou fora, mas temos jogado mais aqui do que fora. Todas as quintas-feiras, nós temos 2 horas ou na quadra do ginásio ou do Society onde nos encontramos e dizendo assim, fizemos nosso coletivo, nosso treinamento. Mas de uma forma geral, o pessoal joga durante a semana, costuma se manter em forma.

 

Site: Como são realizados os jogos, é sempre entre vocês mesmos, vem time de fora, como são agendados os jogos?

Moisés: Os jogos são realizados sempre com times de fora, nós temos uma agenda que procuramos deixá-la sempre com dois meses com jogos programados. Jogamos sempre com times de fora, às vezes do interior ou do litoral. Os nossos jogos são todos arbitrados por árbitros da Federação Gaúcha de Futebol, os aspirantes da Federação. Eu quero agradecer até ao Luis Fernando Moreira que nos ajuda muito. Nós temos um carinho imenso por ele. Isso queria salientar muito. E prova disso são os árbitros que ele tem mandado para cá, que são muito bons.

 

Site: Existe diferença do jogo profissional para o jogo dos veteranos, como posições, tempo de jogo?

Moisés: A diferença é gritante porque na verdade, os profissionais têm toda a preparação física, tática porque é a profissão deles. A velocidade do jogo é uma. Nos Veteranos a gente joga mais tranqüilo, a bola corre com menos velocidade. Mas as regras são iguais, o tempo de jogo é igual. A única coisa que não é igual é o salário ... e claro, o objetivo, pois o profissional é sempre de melhorar, de crescer, de jogar mais, de ganhar mais, e quando se chega no Máster, nos veteranos, é mais aquela coisa de lazer, de continuar o contato com os amigos, com a bola na verdade.

 

Site: E você, pratica o futebol por esporte ou por lazer?

Moisés: Eu pratico por esporte mesmo, é uma coisa que eu levo a sério até demais. Faço academia duas vezes por semana, faço meu treinamento sozinho, lá perto onde eu moro. Então levo a sério, mesmo porque eu tenho essas lesões de joelho, agora até nos dois joelhos, porque em 2003 eu operei o joelho direito, tinha os ligamentos cruzados, então para compensar, todo esse desgaste que tenho nos joelhos, eu tenho que obrigatoriamente, fazer um reforço muscular, isso é uma orientação médica até.

 

Site: O que representa o futebol na sua vida?

Moisés: O futebol representa muita coisa porque primeiro, é uma grande paixão na minha vida como esporte, é uma coisa que está no meu sangue. Eu amo futebol, eu tenho assim, digamos, “uma frustração” muito grande de não ter conseguido levar minha carreira adiante pelo fato de até ter vivido muitos anos em um grande clube brasileiro, de ter conhecido e convivido com pessoas incríveis que jogaram na seleção brasileira e eu não ter condições de ter dado seqüência a isso. Então, futebol é tudo para mim, adoro futebol. Ele representa muita coisa porque tem me provado aquilo que as pessoas dizem na teoria e na prática ele tem me provado: você consegue amigos maravilhosos no futebol e os exemplos que posso citar, é aqui no São José. Eu vim para cá para ver os jogos dos prof issionais, fui convidado para participar dos Veteranos e a jogar e hoje tenho amigos maravilhosos aqui. Não só aqui no São José, mas aqui em Porto Alegre também, em função do futebol.

 

Site: Ainda falando sobre o departamento, quais são os próximos desafios dos Veteranos? Onde pretendes chegar com o seu trabalho no departamento?

Moisés: Hoje, faltando três meses para o fim da minha gestão, eu quero ainda duas coisas: fazer com que alguns dos atletas do departamento que ainda não se associaram, pois já fiz meu apelo para eles, que é um ponto de honra para mim entregar o departamento com todos os atletas sócios do clube e o outro é repassar para que vai me substituir, um departamento organizado, com uniformes, uniformes de viagens, uniformes de mangas compridas para o inverno, também temos várias bolas novas, um estojo de massagem e medicamentos. Então, tudo isso eu quero passar bem organizado.

 

Site: Na sua gestão, o departamento conseguiu algum título ou quer destacar algum jogo importante?

Moisés: Existe sim, foi num jogo que fomos para São Sebastião do Caí, onde todos os anos é feito um campeonato e eles sempre nos convidam. E ano retrasado fomos campeões. É um torneio difícil, onde se encontram Veteranos muito bons, como ex-jogadores, que são a maioria. E nós, com muito sacrifício, onde o jogo final foi uma luta muito grande contra o Caí, nós saímos campeões e o troféu está lá, no nosso vestiário.

 

Site: Vocês e stão participando de algum campeonato no momento?

Moisés: Sim, estamos participando do Campeonato Gaúcho de Máster na categoria 50, que é uma promoção da Paquetá com o apoio da Federação Gaúcha de Futebol e da Rádio Guaíba, no programa de esportes, onde eles falam muito sobre o campeonato. O Diário Gaúcho também está colocando os resultados dos jogos. É um campeonato muito bom, sendo o primeiro nestes moldes. São duas chaves, uma da capital e outra do interior. A da capital é onde está o Grêmio, o Inter, o São José, o Sapucaiense, e a do interior tem o Esportivo, tem o Portão e outros. Até agora, o líder do interior é o Esportivo de Bento e aqui na capital é o Inter e o Sapucaiense e nós estamos em 2º lugar. Saem três clubes da chave do interior e cinco da chave da capital, onde terá dois quadrangulares, em jogos de mata-a-mata. O campeonato vai até início de dezembro.

 

Site: O que você está achando da atual gestão do clube? Está apoiando o departamento como vocês esperavam?

Moisés: De um modo geral esta gestão, do Flávio, eu acho que ela transformou o São José, haja vista todas as melhorias que estão sendo feitas no clube. A gente percebe a satisfação das pessoas. O clube está mais organizado, bonitinho, tudo pintado. Acho que a tendência é só de melhorar. Por isso que torcemos para que o ano que vem, essa gestão com o Flávio – Presidente, essa diretoria, continue, porque é um trabalho sério, de pessoas envolvidas, que visam única e exclusivamente o bem do clube, do São José. O que o Flávio conseguiu como presidente, essas parcerias, como para a reforma do ginásio, da construção da arquibancada geral, acho que a gestão toda está de parabéns e eu torço para que eles continuem mesmo.

 

Site: Você tem alguma consideração, alguma coisa que gostaria de destacar em relação aos Veteranos?

Moisés: Eu destaco assim: nesses nove anos que eu convivo aqui no São José, eu tenho muito carinho por este clube e pelas pessoas que eu conheci aqui. Eu costumo dizer que não há preço que pague as amizades, e as amizades sinceras e boas que a gente encontra. O São José é um clube familiar, um clube de todo mundo, muito querido. Eu sofro muito quando o profissional não vai bem, por gostar muito de futebol, eu não consigo separar as coisas. Então, eu destaco as amizades que fiz não só na parte social, mas nos veteranos, no futebol profissional, conheci muita gente. Eu acho que o São José é um símbolo no Rio Grande do Sul. Aonde eu vou sempre falo do São José. Tenho tudo do São José em casa. E é isso, eu me sinto muito feliz em fazer parte dessa família que é o São José.

 

Site: Então, para participar dos veteranos, quais as formas de contato que vocês têm? Com quem precisa falar?

Moisés: Os interessados podem comparecer na secretaria do clube, falar com a Dalva e ela nos encaminha, mas também, quem preferir, pode ser pelo site, por e-mail ou por telefone, ou ainda vir aqui e assistir aos jogos nos domingos pela manhã e conversar com a gente.

 

Entrevista concedida em 29/10/2006 para Kátia Gauer.

 

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