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Entrevista com o filho de Walter Raabe, (falecido) que doou parte do terreno da sede ao Esporte Clube São José e chama-se RUBEN CARLOS RAABE
Entrevista concedida na sede do clube no dia 06 de julho de 2010 onde esteve presente o senhor Ruben e seu neto Jonatan Raabe Soares. Veja a entrevista: Site: 1) Gostaria que nos contasse quem é Ruben Raabe e que relação teve com o São José? Porque motivo seu pai Walter Raabe comprou parte do terreno e doou ao São José? Meu pai Walter Raabe veio de Caxias do Sul. Nasceu em 1906, dia 10 de julho, para trabalhar em Porto Alegre com 18 anos de idade. Chegou aqui em 1924 e foi morar com um tio dele chamado Alberto Raabe cuja casa dele era do lado da Capela São José, igreja católica, jesuíta, que fica na Av. São Raphael, hoje Av. Alberto Bins que foi construída posteriormente o templo maravilhoso que é hoje. Logo após a construção, fizeram do lado direito, uma escola feminina, que tinha um nome alemão, que com a guerra passou a se chamar Escola Medianeira e do lado esquerdo era o colégio masculino chamado Colégio Roque Gonzáles, no qual eu entrei em 1936, onde fiz o jardim da infância no colégio feminino e em 1938 fui para o 1º ano do colégio Roque González. O meu pai então veio morar do lado da capela e com a construção da igreja nova, foram construídos o salão paroquial, a casa paroquial e algumas salas. E o São José foi instalado lá como sua primeira sede porque ele foi fundado por jesuítas que eram da mesma ordem daqueles padres da Igreja São José. Ocorre que o pai sempre foi do futebol, gostava do Caxias e com esta aproximação acabou envolvido com o São José e treinando no São José. Isso foi o início do Walter Raabe. Depois tudo aconteceu dentro daquele núcleo. A minha mãe falecida, quando namorada do meu pai, morava na frente da sua casa, era só atravessar a rua. Então tudo aconteceu ali e o meu pai acompanhando o São José e eu acompanhando o meu pai quando a idade começou a chegar. Participei com ele até 1945, muitas e muitas vezes, ouvindo as histórias que ele contava e que os amigos dele contavam também, sobre futebol, coisas alegres, coisas tristes. Ocorre que São José não tinha campo. O primeiro campo do São José, anteriormente a tudo isso, anteriormente ao meu pai, diziam que era na Montanha a Cristóvão Colombo, local hoje onde está o Hospital Militar, onde havia um planalto e eles treinavam lá. Depois pelo problema da situação imobiliária e acho até que o foi o Ministro da Guerra que tirou de lá porque é exatamente onde está o hospital hoje, ocorre que eles ficaram sem campo de novo. Em 1919 foi criada a capela da Igreja São Pedro na Av. Cristóvão Colombo e no final deste ano foi levada a Paróquia. Neste ano a paróquia recebeu em doação todo o terreno daquela praça onde ela está situada da Família Azevedo e da Família Fernandes. O lado esquerdo de quem sobe era a famosa Chácara dos Fernandes, um negócio enorme a qual foi oferecida ao São José para treinar e usada como campo enquanto estivesse aquilo em estado natural, sem utilização e o portão de entrada deste campo do São José era do lado da Igreja São Pedro, quase esquina da hoje Travessa Monsenhor Emilio Lotermann. Esse portão lá pelas tantas aconteceu o problema com a invasão imobiliária, o crescimento imobiliário, eles (São José) tiveram que sair de lá de novo e ficaram desamparados. Então começaram a andar por esta Porto Alegre durante alguns anos para treinar, eles queriam apenas treinar e era um desespero, um comentário diário lá de casa.
Site: 2) O Sr. Walter jogava futebol? Sim, o meu pai jogou de 1924 até 1930, era zagueiro e depois foi para os Veteranos e ficou uns 4 ou 5 anos nos Veteranos. Meu pai se chamava Walter Raabe mas jogava sob o nome de Zulphe, era o apelido dele. A família do meu pai lá de Caxias do Sul não acreditavam nas pessoas que jogavam futebol, isso era uma atitude, um passatempo, e até certo tempo muito perigoso. Então meu pai como era um amante deste esporte, ele jogava com o apelido de Zulphe. Bom, continuando, com essa situação, o São José ficou sem campo, eles começaram a treinar nos clubes co-irmãos que ofereciam esta oportunidade nos espaços vazios de campos. Treinaram muito tempo lá no Ferroviário, que era lá na José de Alencar, lá no Menino Deus, onde hoje tem um enorme de um supermercado da linha Nacional, onde o Ferroviário depois se chamou Nacional, treinaram também muito tempo no campo do Força e Luz que era no Petrópolis, na Timbaúba, que era o campo original do pessoal dos bondes, era um clube que também disputava o campeonato citadino. Então assim eles andavam perambulando e aproveitando a oportunidade para jogar. No fim de 1937, 38, já estava insuportável isso. A esta altura meu pai participava da diretoria, do conselho fiscal, então ele e seus amigos começaram a procurar onde iam ser localizados. Havia um problema muito sério: o clube não tinha recursos. Então, como resolver esta dificuldade? Aí um belo dia, o meu pai mais o Edmundo Lamb, que morava no centro e era proprietário das farmácias Van Der Lamb Homeopatia que existe até hoje, e o Manoel Osório da Rosa, de família radicada no Passo d’Areia, se reuniram e foram conversar com o Rubem Berta, que naquela época era diretor da Varig pois surgiu um negócio na Varig em 1935/36, porque os aviões até 1931/32 eram todos hidroaviões, e em 1933 começaram a chegar os aviões com trem de pouso e que precisavam de um campo de aviação, aí chegou o Aceguá, chegou o Mauá. Então o Berta tinha comprado essa légua de terreno para fazer um campo de pouso. Mas havia uma discussão muito grande quanto a segurança de vôo porque já tinha começado ali uma expansão imobiliária, de residências. Então a Varig comprou esta terra e ficou esta faixa de terreno do Passo d’Areia disponível, à venda e a Varig descobriu com estes heróis do São José a possibilidade de fazer uma negociação. Então os amigos fizeram a negociação e compraram esta légua de terra da Varig, que é todo este terreno aqui do São José. Então, eles compraram, pagaram e fizeram a doação ao São José. Aí o São José teve o primeiro local seu de uso indeterminado. Era a segunda sede do São José, mas a primeira própria. Lá nos fundos da Paróquia São José, tinham uma pequena sala onde tinha seus arquivos, faziam suas reuniões e entendimentos. Aqui começou o São José criar suas raízes primitivas. (Aqui pedimos licença ao Sr. Ruben para acrescentar os demais doadores que foram: Eduardo Luiz Zottmann, Francisco Ivo Schuh e Salvador Vigna)
Site: 3) O senhor lembra como foi feita essa doação, se teve uma formalização, como foi a inauguração? A inauguração foi em 24 de maio de 1940, 27 anos após a sua fundação. Certamente esta compra deve ter sido escriturada pela Varig diretamente ao São José, porque tinha um fim determinado e uma resolução fixa. Então foi em 24 de maio de 1940 que houve a inauguração da sede própria mas já tinha uma certa utilização nos fins de 1939, início de 40 porque tinha o problema das arquibancadas, da terraplanagem e não tinha fundos para isso. Para isso eles fizeram o que eles chamavam de lista de resistências , que eram listas de contribuições com a finalidade de fazer a terraplanagem, do estádio. Eles usavam tudo que a imaginação pudesse criar para poder o mais rápido possível fazer o campo para poderem treinar. Depois que terminou o campo, começaram as arquibancadas, tudo em madeira, tinha arquibancada só de um lado, depois de muitos anos ganhou a do outro lado e depois veio a de trás da goleira. Era tão bonito de ver o futebol, e os aviões subindo. Então, a partir daí começou a crescer, trocar a madeira por alvenaria. Site: 4) O senhor lembra se mais alguém fez doação, de material para ajudar na construção do estádio? Eu sei que foi uma quantidade apreciável de sócios porque naquela época o São José sempre foi o clube mais querido da cidade, então, principalmente no bairro Passo d’ Areia que era um bairro com um relativo desenvolvimento, isso aqui era uma bandeira para o bairro. Havia uma identidade muito grande com o Passo d’Areia e o São José. As coisas por muito tempo eram identificadas como antes do São José ou depois do São José. Então o número de doadores foi grande, não sei precisar. Posso te dizer algumas pessoas que me lembrei que o meu pai falava muito e alguns que conheci, por exemplo, dos fundadores, de 1913 e que nesta época ainda estavam por aí, o Osvaldo Endler, deve ter dado uma contribuição muito boa; o Léo de La Rue, era fundador e foi o primeiro presidente do clube, essa turma quando fundaram o São José eram garotos, tinham lá seus 18 anos, soma mais uns 27 anos da fundação até aquela data, dá uns 45, 50 anos, então todos estavam em franca atividade. O Léo de La Rue era uma excelente pessoa, me dei muito bem com ele, o filho dele Carlos era meu companheiro de aula lá no Colégio Roque Gonzáles. O Antônio Neto que era conhecido como Netinho era grande amigo do meu pai, o Arnaldo Ely era comerciante, todos esses devem ter contribuído com uma boa quantia e outros tantos que não lembro agora. Tinha o Smania , sobrenome, não lembro do nome, também era da turma; o Saenger, tudo gente que ajudou pesado, podes estar certo disso. Eles viviam no São José. Eles também tinha uma roda lá no Chalé da Praça XV, que não é nem parecido do que é hoje, ele guarda do passado só aquela formatura original, o resto é completamente diferente. Ele tinha uma mesa redonda numa ponta que ali todo santo dia às 11:30 se reunia essa turma, pois trabalhavam meio por perto. Ali se reuniam para bater papo e tomar seu aperitivo. Eu acompanhei meu pai até uma certa época. Meu pai tinha mais dois amigos que na época trabalharam muito pelo São José, um se chamava Javel Silveira e o outro era o Osvaldo Rolla, famoso Foguinho. Bom, assim foi a compra, doaram para o São José e ficaram trabalhando até vê-lo em condições de uso e não foi fácil. Campo, arquibancadas, vestiários, portaria, secretaria, isso só quem dirige um clube sabe o que é trabalhar aqui. Site: 5) O senhor tem documentos, fotos, algum registro da entrega da doação ou da inauguração da sede? Não tenho absolutamente nada. Só tenho o museu da minha memória. Site: 6) Na inauguração do pavilhão em 1941, o senhor estava presente? Parece que foi uma grande festa, a cidade parou. O senhor lembra e poderia nos dizer alguma coisa desse dia? Foi uma festa espetacular, eu não vim à festa, mas sei que foi uma grande festa. Site: 7) O senhor jogou futebol na sua vida? Não, eu nunca joguei nada de futebol, foi a tristeza do meu pai. Quero contar sobre uma coisa que meu pai contava e recontava inúmeras vezes, que foi a famosa viagem de avião. Meu pai participou, era um grande viajante. (Nesse momento o Sr Ruben entregou documentos fotocopiados de uma página de um livro chamado “Reminicências da Igreja São Pedro", escrito por Emílio Lottermann e uma reportagem da Zero Hora datado de 7 de junho de 1992, que ficará anexado aos demais documentos e depoimentos prestados pelo Sr. Ruben Carlos Raabe.) Dentre as inúmeras coisas que ele contava, tem uma que é pitoresca dessa viagem: fazer uma viagem naquela época, 1927 já era uma aventura excepcional, imagina fazer o primeiro vôo no Rio Grande do Sul. A comitiva toda do São José eram 11 jogadores, mais cinco dirigentes, entre roupeiro, presidente, técnico, secretário. Na seleção dos que iam e dos que não iam, porque só tinham 11 lugares no avião, como fazer? Uma preocupação terrível do comandante era quanto ao peso, à carga do avião, tanto era preocupante que ele havia pedido anteriormente o peso de todos os ocupantes para conhecer a possibilidade correta de o avião decolar, mas no dia do embarque, eles se apresentaram encapotados, pois era inverno naquela época. O comandante, como se diz, ficou germanicamente embravecido. Meu pai contou que depois de algumas dificuldades eles entraram no avião e começaram a olhar que só tinham 9 lugares, 11 era com o comandante e seu auxiliar, e o time era de 11, não podia ficar ninguém. Então o comandante disse que tinha que baixar o peso. Eles tinham 2 ternos de camisetas e outras camisetas reservas, isso ficou. E grande parte das roupas pesadas também teve que ficar. Aí fizeram um sorteio para ver quem ia na carga do avião, já que tinha sido liberado lugar e não tinha poltronas para todos. Então, 2 foram sentados no meio da carga das sacolas e rouparias. O presidente com mais um companheiro foram de automóvel, os outros, demais diretores e comissão técnica, foram de vapor. Bom, então, eles voaram a uns 300, 400 metros de altura, só isso, disseram que o avião tinha autonomia para 2000 metros, mas eles foram muito baixo. Chegaram bem a Pelotas e na volta tinha uma promessa de que iam trocar, os que foram de ônibus, voltariam de avião e os que foram com a bagagem, voltariam sentados nos bancos. É o que achei interessante contar sobre esta viagem, pois neste material tem todo o relato. Nesta reportagem não tem sobre as três tentativas de decolagem, pois o avião decolou só na 3ª tentativa. O presidente do São José na época, Waldemar Zapp, não viajou, ele mandou fotografar todos os viajantes, queria ficar com uma lembrança caso acontecesse um acidente. Quanto ao jogo, o São José empatou com o Pelotas em 2 x 2. Na época que meu pai era presidente, ele fez a contratação de um uruguaio chamado Sispede, não ficou um ano, incomodou muito no tempo que ficou no clube... Site: 8) O senhor costumava ir ao estádio assistir as partidas do São José? Até 1945 eu ía a quase todas as partidas, porque meu pai ia a todas, então eu acompanhava meu pai. Depois que minha mãe faleceu, meu pai casou-se de novo, e eu tomei outro rumo. Site: 9) Comparado com o passado, o futebol de hoje é mais profissional, é mais tático e mais técnico. Como era o futebol na sua época, era mais bonito de assistir? Originalmente o futebol era amador, ou seja, ninguém ganhava para jogar, até meu pai contava que quando treinava, assim que terminava treino, ele levava para casa, as chuteiras, os calções, as camisetas, o gorinho, que é uma telinha que eles usavam no cabelo, para minha mãe que lavava e passava e os caprichosos passavam uma graxinha na botina, que não era esse luxo de hoje. Na parte econômica eles não tinham rendimento nenhum, a não ser um esporádico presente. Já para a década de 40 começou a surgir um ensaio de profissionalismo, mas era um profissionalismo velado porque o esporte naquela época ainda era considerado amador. E depois o futebol foi evoluindo, evoluindo, e chegou onde está hoje, que camiseta hoje é um fator histórico. No lado do jogo é absolutamente diferente também: essa composição 1, 2 3, 5, era tradicional, não se pensava em fazer diferente. Era assim que se jogava futebol. Essas loucuras que fazem hoje, 3-5-2, 4-3-3, isso nem passava na cabeça de ninguém. Os treinadores treinavam dentro do triângulo, que chamavam: 1 - 2 - 3 – 5, isso formava um triângulo. Eles trabalhavam dentro disso. Lá pela década de 50 começaram a mudar as cosias. Eu acho que hoje o futebol em si mudou em tudo, na maneira de jogar, na maneira da formação, no desempenho técnico, em tudo ele mudou, só o nome Futebol que não mudou. Se tu me perguntares se hoje é mais bonito do que era, eu não sei te dizer, eu acho que no passado tinha mais vibração, havia poucos torcedores, hoje tem uma massa de gente, o volume faz o burburinho. Antigamente o pessoal amava a camiseta. Veja o rolo compressor do Internacional, ficou 7 ou 8 anos sem mudar ninguém, jogavam sempre os mesmos jogadores. Teve uma mudança no final, mas por problemas de saúde de um jogador, mas no geral, ficaram todos esses anos os mesmos jogadores. O Grêmio era a mesma coisa, não mudavam técnico. Hoje, um time perde e o primeiro cara que dança é o técnico. Site: 10) Fale um pouco sobre o senhor, tem mais irmãos, como é sua família, onde residem atualmente? Walter Raabe casou com Ruthe Luiza Vitello, a moça que morava em frente da sua casa na Rua São Raphael. Casaram-se em 1929 e em 1945 faleceu a minha mãe, deste casamento tiveram 3 filhos, eu sou o mais velho, o segundo é o Walter Junior (falecido) e a 3ª é a minha irmã Lia Beatriz que mora atualmente em São Paulo. Em 1947 meu pai casou-se de novo com uma senhora chamada Aglae de Abreu e Silva Raabe e tiveram 2 filhos, um chamado Fernando Luis que é falecido e a Taís que também mora em Florianópolis. Eu casei com a dona Leda Raabe que morava no portão ao lado do campo do São José na Cristóvão Colombo, sou casado há 54 anos e tenho 4 filhos, 2 homens e 2 mulheres. O mais velho chama-se Rogério, engenheiro, que também tem 4 filhos, minha segunda filha chama-se Ruth, é corretora, é casada, a 3ª é a Rosa Luisa, professora e o 4º filho é o Ricardo que mora em Florianópolis e é professor de educação física e formado em Marketing esportivo. Site: 11) Qual a sua profissão? Ainda exerce ou já se aposentou? Formei-me o que hoje chamam de Técnico em Contabilidade. Trabalhei por mais de 30 anos na área financeira, prestando serviços a empresas da rede privada. Site: 12) Como aconteceu a sua aproximação atual com o clube? Alguém interferiu no sentido de que o clube lhe localizasse? Quem é o Dr. Fernando? O Dr. Fernando é irmão da minha madrasta, a segunda esposa do meu pai. Não sei bem como foi, mas ele é médico e encontrou-se com o Presidente Conceição e não sei como chegou à conversa o nome do São José aí o Dr. Fernando deve ter dito a ele que tinha um cunhado dele era metido aqui no São José e aí começou o negócio e convidou-o para receber o Troféu Zequito aqui no São José e o Dr. Fernando disse ao Sr. Conceição que ele (Walter Raabe) tinha um filho mais velho aqui em Porto Alegre e que tinha acompanhado mais as coisas do futebol. Aí ele chegou a minha figura. Fui muito bem acolhido. Site: 13) Recentemente no aniversário de 97 anos do clube, em nome do São José, o presidente Conceição homenageou-o com o Troféu Zequito, que é a distinção máxima que o clube presta a pessoas que colaboraram com o sucesso do Zequinha. O senhor imaginava ser homenageado? Ou foi surpresa? Como se sentiu? Olha, foi muito bom pois a nossa família jamais pensou que esta homenagem pudesse acontecer. Ela nos deixou a todos da família encantados, primeiro lugar pela lembrança do meu pai, segundo pelo feito que ele fez porque normalmente hoje, o que o sujeito faz passa para um histórico, passa para um museu, passa para o esquecimento e as gerações vão passando e acabou. Reviver o nome de Walter Raabe, reavivou em toda a família, até meus netos quiseram saber coisas mais e quem era o vô, originado o fato aqui pelo São José. Quando cheguei em casa com o Zequito e coloquei num ponto de destaque dentro de uma reunião que eu tenho todos os domingos, onde reúnem-se toda a minha família num café da noite, onde isso já faz parte do roteiro da vida deles, e o Zequito foi para um lugar de honra e eu tive que explicar isso, quem era afinal Walter Raabe. Site: 14) Gostaríamos de continuar, mas para não cansá-lo mais, queremos pedir que deixe uma mensagem para toda a família Zequinha, da qual, o senhor faz parte. Desejo ao São José, ao clube do coração, temos colorados, temos gremistas, mas o São José faz parte de todos eles, ainda mais agora, com o Zequito lá na prateleira do meu escritório. Então quero desejar com todo o meu coração o maior sucesso, principalmente a este ano que ouvi muito o nome do São José no campeonato Gaúcho.
O Presidente Conceição, presenteou o Sr. Ruben e ao seu neto Jonatan, camisetas e souveniers do E. C. São José.
Entrevista concedida em 06/07/2010 para Kátia Gauer.
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